A redação que me derrubou (e o que eu aprendi com ela)
Antes da aprovação, a discursiva me segurou mais de uma vez em provas que eu tinha condições de passar. O erro que eu repetia e como ele virou uma das minhas regras.
Se a redação está no edital, ela entra no plano desde o primeiro dia. Tratar a discursiva como detalhe é entregar pontos que você nem disputou.
Nem todo diário de aprovação é sobre vitória. Esse é sobre uma derrota que me ensinou mais do que vários acertos. Houve provas em que eu cheguei bem na objetiva, com nota mais que suficiente, e mesmo assim não passei. O motivo era sempre o mesmo: a discursiva.
Eu estudava conteúdo, resolvia questão, revisava — e empurrava a redação para o fim da fila. “Depois eu treino isso.” O depois não chegava, e a prova cobrava.
O erro que eu repetia
Meu erro não era falta de capacidade de escrever. Era de prioridade. Eu lia “prova discursiva, peso 50%” e seguia estudando só objetiva, como se a redação fosse um apêndice que eu resolveria na intuição do dia. Aí, na hora, descobria que ter ideia e colocá-la no papel, sob relógio, em norma culta, eram habilidades que eu nunca tinha treinado de verdade.
Treinar redação na cabeça não treina nada. Eu pensava no tema, montava a estrutura mentalmente, achava que sabia. Nunca escrevia a peça completa, cronometrada. E o que não se treina, não se domina.
A regra que ficou
Depois de ser derrubado pela discursiva mais de uma vez, criei uma regra que não quebro mais: se a redação está no edital, ela entra no plano desde o primeiro dia. Não na véspera, não “quando sobrar tempo”. Desde o começo, com espaço fixo na rotina, escrevendo peças completas e buscando correção de verdade para descobrir onde eu errava.
Foi exatamente encarar o que eu evitava que mudou o jogo. Hoje, quando alguém me diz que está “deixando a redação para depois”, eu reconheço o erro na hora, porque foi o meu. Escrevi um guia inteiro sobre como não cair nessa: redação para concurso da FCC.